O ministro das Relações Institucionais do governo Lula, José Guimarães (PT), declarou no sábado (31/10) que a família Bolsonaro se tornou um "fardo político" para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A fala foi publicada nas redes sociais do ministro logo após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, negar qualquer envolvimento direto do governo dos EUA na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) do país.

Guimarães questionou o uso de estruturas americanas para acolher a família Bolsonaro, citando denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas que cercam o ex‑presidente e seus filhos. “A pergunta que incomoda Trump vem do próprio eleitorado: por que o governo Trump alega não ter recursos suficientes para garantir saúde à população, mas utiliza sua estrutura para acolher uma família estrangeira cercada de denúncias graves…?”, escreveu o ministro, que ainda usou as hashtags #DeportTheBolsonaros e #DeportTheBolsonarosNOW, defendendo a deportação dos membros da família.

A manifestação ocorreu depois que Marco Rubio afirmou que os EUA não participaram da viagem de Flávio Bolsonaro à Flórida, viagem que se deu em meio a medidas judiciais brasileiras que impediram a saída do senador antes da diplomação. Trump, por sua vez, disse que não tinha planos de encontrar o senador, mas o considerou "bem‑vindo" nos Estados Unidos. Guimarães relacionou o episódio às eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, previstas para o início de novembro, indicando que a proximidade entre Trump e os Bolsonaro pode gerar questionamentos entre eleitores americanos.

Até o momento, não há registro de resposta oficial do governo americano ou de representantes da família Bolsonaro ao comentário de José Guimarães. O caso permanece em foco tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, alimentando o debate sobre a influência política internacional da família Bolsonaro.