A ministra do Superior Tribunal de Justiça, Daniela de Assunção Teixeira, destacou nesta quarta‑feira (4) o crescimento da representatividade feminina na política durante a Conferência Internacional Mulheres que Movem a Justiça. Em discurso, a magistrada fez um paralelo entre as conquistas de sua avó, que não podia votar, e de sua mãe, que não podia se divorciar, e a presença cada vez maior das mulheres nos espaços de poder.

Teixeira relacionou esse avanço ao aumento da participação feminina nas eleições brasileiras, embora não tenha apresentado números específicos. Ela também apontou para o pleito de meio de mandato dos Estados Unidos, realizado na terça‑feira (3), como exemplo de progresso global, citando a eleição da primeira governadora negra da Geórgia, da primeira governadora indígena do Novo México, de uma deputada trans e da primeira governadora latina do Texas.

A ministra ressaltou que essas conquistas são fruto de gerações de mulheres que enfrentaram obstáculos maiores, mencionando Eliana Calmon como a primeira mulher a ocupar uma cadeira no STJ. "Nós estamos nos ombros de quem veio antes de nós e isso nos dá uma imensa responsabilidade de acender a luz para as que estão vindo", afirmou.

O discurso de Daniela Teixeira reforça a ideia de que a presença feminina fortalece a democracia, tanto no Brasil quanto no cenário internacional, e serve de convite para que mais mulheres alcancem cargos de liderança.