O ex‑juiz Márlon Reis, criador da Lei da Ficha Limpa, afirmou que votará no candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno das eleições de 2026. Em entrevista à CartaCapital, Reis justificou a escolha como forma de impedir “qualquer tipo de tirania”, apontando que a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) representaria risco de concentração de poder nas instituições brasileiras.
Reis destacou que, caso Bolsonaro fosse eleito, poderia indicar até quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal, ampliando a influência da extrema‑direita no Judiciário. Ele também ressaltou que o PL já conquistou 121 cadeiras na Câmara e 19 no Senado, configurando a maior vitória de uma única sigla na Câmara desde 1988.
Para o jurista, o autoritarismo está ligado a práticas como corrupção, machismo e racismo, e alerta que o discurso anticorrupção pode ser usado como ferramenta de perseguição política. Reis concluiu que a bandeira da ética não deve servir para perseguir adversários enquanto outros políticos escapam de responsabilização.
