No domingo (25/10), mais de 200 eleitores que se dirigiam ao Porto de Icoaraci, em Belém, ficaram sem embarcar na única balsa disponibilizada pela empresa Henvil para viajar ao Marajó e exercer o direito ao voto no segundo turno. O decreto que garante gratuidade no transporte intermunicipal rodoviário e aquaviário para eleitores entrou em vigor na sexta‑feira (23/10) e permanece válido até as 12h de segunda‑feira (26/10).
Segundo relatos colhidos na reportagem, a balsa saiu lotada por volta das 7h30 da manhã, mas a embarcação era pequena e não comportou todos os passageiros que aguardavam na fila. O único guichê da empresa no porto estava fechado, deixando os eleitores sem informações sobre a possibilidade de reforço da frota ou nova viagem. Até o fechamento da matéria, não havia previsão de outra embarcação.
André Santos, um dos eleitores que não conseguiu embarcar, contou que chegou ao porto às 5h da manhã e que tenta viajar para Salvaterra, no Marajó, desde a sexta‑feira, sem sucesso. Ele denunciou a falta de resposta da Henvil e a ausência de alternativas de transporte para garantir o voto gratuito previsto pelo decreto. O G1 solicitou posicionamento da empresa, que não foi obtido até a publicação da notícia.
A situação evidencia falhas na operacionalização da gratuidade de transporte prevista para o 2º turno das eleições, que ocorre hoje em todo o país, e levanta dúvidas sobre a efetividade das medidas adotadas para assegurar o acesso ao voto em áreas isoladas como o arquipélago do Marajó.
