O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá fazer até 53 indicações para cargos estratégicos que exigem aval do Senado até o fim de 2027, entre vagas abertas e previstas. O cenário é acompanhado por um perfil mais conservador na Casa e por uma tramitação mais lenta no atual mandato em comparação à gestão de Jair Bolsonaro (PL), informou o Estadão.

Um levantamento do jornal com 210 indicações presidenciais aponta que, no governo Bolsonaro, metade dos nomes aprovados recebeu o aval do Senado em até 12 dias entre o início da tramitação e a votação em plenário. No terceiro mandato de Lula, esse intervalo chegou a 33 dias — quase o triplo. O desafio tende a ser ampliado com a nova composição do Senado a partir de fevereiro de 2027, quando o PL formará a maior bancada, com 29 das 81 cadeiras. No total, partidos de direita somarão 48 assentos, enquanto a esquerda terá 16, sendo dez do PT.

Do total de 53 vagas previstas, 45 estão concentradas em agências e órgãos reguladores, como Banco Central, Cade, CVM e Anvisa. As outras oito vagas destinam-se ao Judiciário, abrangendo um posto no Supremo Tribunal Federal (STF), quatro no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e três no Tribunal Superior do Trabalho (TST).