Após a reeleição no segundo turno das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende utilizar o capital político do início de seu novo mandato para impulsionar duas reformas prioritárias em 2027: a reforma política e a reforma do Judiciário. A informação foi apurada pela âncora da CNN Brasil, Débora Bergamasco, e divulgada no programa CNN 360° nesta segunda-feira (26/10).

A estratégia do Executivo é levar os debates à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal durante o período inicial do mandato, aproveitando o que a reportagem descreve como uma fase de maior alinhamento entre os poderes. O objetivo é construir consensos antes que a dinâmica política se torne mais tensa.

No âmbito da reforma política, o foco central é a rediscussão do modelo de votação para o Congresso Nacional. Segundo a CNN Brasil, Lula tem manifestado preocupação com a possível predominância de influenciadores digitais no Legislativo, em detrimento das discussões partidárias. A proposta envolve o debate sobre o voto em lista e o voto distrital, além da revisão do modelo de emendas parlamentares, incluindo transparência e rastreamento digital dos recursos. Vale destacar que a iniciativa da reforma política é do próprio Congresso Nacional.

Já a reforma do Judiciário, que é de iniciativa do Executivo, tem como foco principal o Supremo Tribunal Federal (STF). Os temas previstos incluem a revisão dos chamados "penduricalhos" (benefícios extras de juízes), a criação de mandatos para os ministros da Corte e a alteração no sistema de indicação, que atualmente é feito pelo presidente da República e ratificado pelo Senado.

A urgência em tratar desses temas no primeiro ano se justifica, segundo a apuração da CNN Brasil, pela expectativa de que o Congresso que Lula enfrentará será o mais hostil de todos os seus mandatos.