O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro intensificaram a disputa eleitoral ao anunciar, na tarde de 24 de outubro de 2026, uma série de medidas de grande impacto financeiro. Lula apresentou um conjunto de propostas que, segundo estimativas, podem custar mais de 200 bilhões de reais, com algumas projeções ultrapassando 300 bilhões. Entre as novidades, prometeu transporte público gratuito nos fins de semana, a ampliação do Programa Pé-de-Meia para universitários e o repasse de R$ 5 mil via Pix a microempreendedores, valores que não constam na proposta de Orçamento para 2027 ainda em tramitação no Congresso.
Em paralelo, Flávio Bolsonaro, que abandona o discurso de austeridade defendido por seus assessores econômicos, comprometeu‑se a elevar o Bolsa‑Família acima do valor anunciado por Lula, ampliar a Farmácia Popular e reduzir as prestações do programa Minha Casa, Minha Vida. O senador também anunciou que, caso eleito, devolverá via Pix parte dos gastos dos cidadãos com contas domésticas, seguindo a proposta de Lula, e pretende comprar dívidas de pessoas físicas e jurídicas.
Analistas apontam que ambas as propostas, apesar de apresentarem custos bilionários, são de difícil execução diante das restrições orçamentárias vigentes. O economista Felipe Salto, ex‑diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), comentou que a corrida por promessas populistas coloca os candidatos em uma “corrida ao fundo do poço” fiscal, sugerindo que o dinheiro não nasce em árvores. A reportagem da VEJA traz essas declarações sem indicar respostas oficiais dos demais atores políticos.
Fonte: VEJA (https://veja.abril.com.br/politica/lula-e-flavio-bolsonaro-apelam-ao-vale-tudo-na-reta-final-da-campanha/).
