Na terça‑feira, 3 de novembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou uma ofensiva nas redes sociais para mobilizar a população a acompanhar a audiência pública sobre a retomada das apostas esportivas (bets) que ocorre no plenário da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro Luiz Fux. Lula afirmou que o debate "diz respeito ao futuro da sociedade" e cobrou pressão popular contra os interesses das empresas que, segundo ele, lucram com o sofrimento do povo.

O deputado federal André Janones (Rede‑MG) também se manifestou, denunciando a ausência de representantes da sociedade civil e anunciando que a primeira‑dama Janja da Silva e a produtora Paula Lavigne acompanharão a sessão em nome da população, prometendo denunciar qualquer tentativa de liberar as bets novamente. Outros aliados, como o deputado Lindbergh Farias (PT‑RJ) e a deputada Sâmia Bonfim (PSOL‑SP), reforçaram o pedido de pressão nas redes e a necessidade de ampliar a participação da sociedade civil no processo.

Do lado institucional, o ministro da Secretaria‑Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), acusou o lobby das empresas de apostas de ser criminoso, citando danos à saúde mental e ao consumo das famílias, e afirmou que o setor é rejeitado por mais de 70% da população. A deputada Duda Salabert (PSOL‑MG) trouxe um dado de 75% de aprovação da proibição, enquanto a deputada Erika Hilton (PSOL‑SP) alertou que a maioria dos convidados à audiência defende as bets. A audiência, transmitida pela TV Justiça, não inclui votação e deve durar cerca de sete horas.

A mobilização nas redes sociais inclui a hashtag #BetsNuncaMais, lançada por Lindbergh Farias, e um abaixo‑assinado divulgado pela deputada Maria do Rosário (PT‑RS) contra a legalização das apostas. Até o momento, não há declarações oficiais do ministro da Fazenda, Dario Durigan, nem do ex‑ministro Fernando Haddad (PT) sobre a audiência.