A prestação de contas apresentada ao TSE até 23 de outubro de 2026 revela que o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, concentrou R$ 105,4 milhões quase que exclusivamente em despesas digitais, como planejamento de marketing, impulsionamento de postagens e serviços de tecnologia. A maior parcela (22%) foi destinada à agência Faro Propaganda e Publicidade Ltda., que recebeu R$ 23,6 milhões para planejamento de marketing.

Já a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou gastos de R$ 65,6 milhões no mesmo período, distribuindo recursos entre mídia digital, atos presenciais de rua, impressão de materiais e logística de eventos. Entre os dez maiores contratos da campanha do PL não há registros de despesas com impressão ou logística tradicional, enquanto a campanha de Lula mantém contratos para gráficas e estrutura de comícios.

O levantamento, feito pelo Metrópoles a partir dos dados de despesas dos candidatos, aponta um contraste de estratégias: Flávio Bolsonaro aposta no ambiente virtual, onde a direita tem alta taxa de engajamento, e Lula mantém uma abordagem híbrida, combinando presença digital com mobilização de militância em atos de rua.

A análise indica que a mudança de foco da campanha de Lula para o digital ocorreu após o primeiro turno, quando o presidente ficou atrás de Flávio Bolsonaro, buscando reverter o resultado da primeira etapa do pleito. Até o momento, não há informações de outras fontes que confirmem ou contestem esses números.