A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026, realizada em 25 de outubro, dividiu as lideranças da Câmara dos Deputados. Enquanto o bloco governista comemorou o resultado como uma vitória da democracia, a oposição classificou a extensão do horário de votação, determinada pelo STF, como um golpe.
O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou em suas redes sociais que Lula venceu graças à campanha nas ruas e redes sociais, destacando que "cabe a nós fazer esse governo dar certo". Na mesma linha, o líder do PT, Pedro Uczai (SC), declarou que "a democracia venceu". O líder do PDT, André Figueiredo (CE), e o do MDB, Isnaldo Bulhões Jr. (AL), também celebraram o resultado, com Bulhões defendendo a união para pacificar o país.
Pelo lado da oposição, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), pediu que "Deus tenha misericórdia do Brasil". A reação mais dura veio do líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), que alegou que "o Brasil sofreu um golpe" devido à prorrogação de duas horas do horário de votação, determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin para todo o país. Gilberto Silva acusou que "o consórcio PT e STF sequestrou a nação".
Outros líderes de oposição também manifestaram insatisfação. O líder do Novo, Gilson Marques (SC), declarou "luto do Brasil que trabalha". O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) previu "mais quatro anos de desastre econômico" e criticou o que chamou de direita "debochada, soberba e fraca". O líder da federação PSDB-Cidadania, Adolfo Viana (PSDB-BA), anunciou seu voto em Flávio Bolsonaro, mas repostou nota oficial do partido desejando êxito a Lula na busca pela união dos brasileiros.
As declarações foram divulgadas pela Agência Câmara nesta segunda-feira (26/10), um dia após o encerramento do segundo turno.
