O ano de 2027 começa com mudanças na composição política do País e novos desafios para as empresas que fornecem bens e serviços à administração pública. Em 5 de janeiro, toma posse o presidente da República; em 6 de janeiro, os governadores; e, em 1º de fevereiro, os 513 deputados federais e os 54 senadores eleitos em 2026. As novas datas de posse do Executivo decorrem da Emenda Constitucional nº 111, de 2021. O início do novo ciclo traz mudanças de equipes e prioridades que podem afetar programas, investimentos e contratações públicas. Para as empresas, o essencial não é adivinhar nomes ou promessas, mas acompanhar como as decisões políticas chegam aos orçamentos e quais oportunidades podem surgir. Os municípios, em 2027, não terão troca de governo, pois as eleições municipais ocorreram em 2024 e os prefeitos estarão no terceiro ano de mandato. No plano federal, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva indica continuidade no comando do Executivo, mas pode envolver rearranjos de equipes e revisão de programas. Nos estados, a composição dos governos eleitos pode influenciar prioridades, investimentos e convênios com municípios. Na Câmara, 311 deputados foram reeleitos, 173 exercerão o mandato pela primeira vez e 29 ex‑deputados retornarão à Casa. No Senado, os parlamentares eleitos terão mandatos de oito anos, o que torna relevante acompanhar a composição da Casa ao longo dos próximos anos. O Legislativo analisa e aprova instrumentos como a Lei Orçamentária Anual (LOA), o Plano Plurianual (PPA) e as emendas parlamentares, que podem financiar obras, equipamentos e serviços em estados e municípios. Para quem fornece ao poder público, três movimentos merecem atenção em 2027: a continuidade de programas com recursos empenhados, a mudança de prioridades que pode levar à revisão de projetos e a restrição fiscal que pode reduzir o espaço no orçamento. A proposta da LOA de 2027 foi elaborada e encaminhada em 2026, antes das eleições, e sua tramitação ocorreu sob a composição do Congresso que encerra o mandato em janeiro de 2027. Assim, o novo governo inicia o ano com um orçamento aprovado anteriormente, embora possa adotar medidas e promover ajustes dentro dos limites legais. A agenda de médio prazo ficará mais clara com o PPA 2028‑2031, que deverá ser encaminhado ao Congresso até 31 de agosto de 2027, e com a elaboração do orçamento de 2028.
Licitações em 2027: rumos e incertezas
O ano de 2027 começa com mudanças na composição política do País e novos desafios para as empresas que fornecem bens e serviços à administração pública.
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