A Justiça do Trabalho, por meio da juíza Cláudia de Abreu Lima Pisco, concedeu nesta sexta‑feira (23/10) uma liminar que obriga o Supermercado Zona Sul a garantir o voto livre e secreto aos seus funcionários. A decisão proíbe a empresa de enviar quaisquer novos comunicados de cunho político e estabelece multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
A medida foi tomada após a empresa ter enviado um e‑mail interno que dizia “chegou a hora de mudar” e incentivava o voto consciente, embora sem citar candidatos. O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT‑RJ) havia aberto investigação sobre o texto, que a magistrada considerou assédio eleitoral por potencialmente gerar temor de retaliações no ambiente de trabalho.
A liminar determina que o supermercado envie, até o sábado (24/10) às 23h59, uma nova mensagem reforçando que o voto é livre e secreto, além de afixar o mesmo conteúdo em local de grande circulação nos seus estabelecimentos. O pedido foi feito pelo Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro, que ajuizou ação coletiva contra a prática.
O g1 tentou contato com a assessoria do Supermercado Zona Sul, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.
