Investidores aplicaram R$ 8,77 bilhões no Tesouro Direto em setembro de 2026, distribuídos em 1,25 milhão de operações, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (29/10). O volume de compras concentrou-se em títulos atrelados à Selic, que representaram 57,5 % das aplicações (R$ 5 bilhões). Papéis indexados à inflação foram o segundo maior grupo, com R$ 2,2 bilhões (24,9 %), enquanto os prefixados totalizaram R$ 1,6 bilhão (17,7 %).

O estoque de títulos públicos em poder dos investidores atingiu R$ 279,3 bilhões, alta de 43 % em relação ao mesmo mês de 2025, quando era de R$ 195,3 bilhões. Em comparação com agosto, o crescimento foi de 2,7 %, com o estoque em R$ 272 bilhões.

Os resgates e vencimentos totalizaram R$ 3,94 bilhões em setembro, resultando em emissão líquida de R$ 4,83 bilhões. O balanço foi divulgado após uma semana de forte volatilidade no mercado de renda fixa, marcada por leilões extraordinários de recompra de títulos e suspensões temporárias das negociações.

O Tesouro Nacional elevou as remunerações dos títulos prefixados em resposta à disparada dos juros futuros: o Tesouro Prefixado 2029 passou a oferecer 14,80 % ao ano, o 2032 15,17 % e o 2037 15 %. A elevação das taxas exigidas pelo mercado reduziu os preços dos títulos já emitidos, impactando investidores que precisem vender antes do vencimento.

Os dados refletem a reação do mercado financeiro ao resultado das eleições presidenciais de 25 de outubro, mas ainda não incorporam os efeitos da volatilidade pós‑eleição.