No domingo, 25 de outubro de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin prorrogou a votação do segundo turno das eleições brasileiras em duas horas, estendendo o horário de encerramento para as 19h. A medida gerou relatos de confusão em diversas localidades, conforme destacado pela imprensa estrangeira.

O jornal espanhol El País informou que a decisão “semeou o caos” em algumas seções de São Paulo, onde as urnas eletrônicas já haviam sido fechadas. Em Portugal, o Observador descreveu a situação como “horários de voto alargados, urnas já fechadas e funcionários sem indicações”, apontando que mesários concluíram a votação antes de tomarem conhecimento da mudança. Na Argentina, La Nación ressaltou a suspensão da divulgação dos resultados quando a apuração já alcançava 0,25 % das seções, enquanto o Clarín destacou que a contagem já havia começado.

Outros veículos, como o Le Monde (França) e o The New York Times (Estados Unidos), também citaram a extensão do horário por problemas climáticos e de transporte, apontando que a prorrogação provocou “grande confusão” e atrasou a apuração. A Associated Press e a Reuters observaram que o episódio pode abrir espaço para questionamentos judiciais, independentemente do candidato vencedor.

A decisão de Zanin, publicada no STF, restringiu a prorrogação apenas às seções ainda abertas, mas a falta de comunicação imediata aos mesários e eleitores gerou relatos de urnas já encerradas, boletins de urna impressos e interrupção da transmissão dos resultados. Até o momento, não há registro de respostas oficiais do STF ou do próprio ministro sobre as críticas da imprensa internacional.