O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a colocar articuladores no Palácio do Planalto e nas lideranças do Congresso a partir de segunda‑feira, 2 de novembro, com o objetivo de acelerar a tramitação de pautas prioritárias antes da renovação das bancadas legislativas. A primeira missão dos auxiliares é garantir a aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado, pauta que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), programou para terça‑feira, 3 de novembro, com a intenção de votar a matéria em dois turnos no mesmo dia.

A iniciativa surge após a retirada da PEC da Segurança da pauta em 15 de outubro, quando a oposição tentou inserir a redução da maioridade penal. O governo busca, portanto, retomar o impulso legislativo antes que a nova composição do Congresso, que deve reforçar a bancada de oposição, entre em funcionamento.

Paralelamente, articuladores aconselham Lula a encaminhar ainda este ano a indicação de um novo ministro para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. Embora o nome do Advogado‑Geral da União, Jorge Messias, tenha sido sinalizado pelo presidente, ainda não há consenso no Senado, e o ex‑presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, atualmente ministro do TCU, é apontado como alternativa que poderia agradar tanto Alcolumbre quanto outras lideranças da Casa.

Outras prioridades do governo incluem a aprovação do marco regulatório da inteligência artificial – já aprovado no Senado e aguardando sanção na Câmara – e a conclusão do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027, que já foi enviado ao Legislativo, mas ainda precisa de ajustes. Fonte: CNN Brasil.