O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está acompanhando de perto as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro de 2026, e considera o pleito um termômetro para os rumos da relação bilateral. Interlocutores do governo petista, consultados pelo Metrópoles, apontam que a definição dos rumos comerciais e diplomáticos – como a negociação do chamado “tarifaço” sobre produtos brasileiros – depende do resultado das chamadas midterms, que renovam integralmente a Câmara dos Representantes e um terço do Senado americano.
A atual crise diplomática entre Brasil e Washington, intensificada após a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para Miami, permanece em estado de impasse. Segundo a avaliação dos interlocutores, a gestão de Donald Trump pode retomar as tratativas apenas após a consolidação do novo cenário político nos EUA, que pode mudar a capacidade de aprovação da agenda legislativa do presidente americano.
As eleições de 3 de novembro decidirão o controle de todos os 435 assentos da Câmara e de 35 cadeiras do Senado. Os republicanos ainda mantêm a maioria nas duas casas, mas uma derrota poderia limitar a agenda de Trump, enquanto uma vitória dos democratas traria mais obstáculos ao executivo norte‑americano. O governo brasileiro, portanto, mantém as negociações paralisadas até que o resultado seja conhecido, aguardando sinais mais claros sobre a política externa dos EUA.
A reportagem cita ainda que, embora as tratativas tenham sido retomadas em agosto após ligação entre Lula e Trump, a incerteza sobre quem liderará o Planalto americano após o pleito tem frenado o avanço das discussões. Até o momento, não há declaração oficial de autoridades norte‑americanas sobre a posição futura da relação bilateral.
