O governo federal formou uma força-tarefa interministerial para combater o assédio eleitoral e apurar casos de violência e intimidação registrados após o segundo turno das eleições, informou o Metrópoles hoje (01/11). A mobilização ocorre em meio a relatos disseminados nas redes sociais de ameaças de demissão e boicote a estabelecimentos comerciais por posicionamento político.
Integram o grupo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Segundo o MPT, foram contabilizadas cerca de 2,3 mil denúncias de assédio eleitoral apenas em outubro. O órgão também acionou a Meta para a remoção de publicações que estimulem demissões, medida que recebeu ordem judicial para cumprimento em até 24 horas.
Na frente de segurança pública, o Ministério da Justiça acionou corregedorias policiais estaduais e do Distrito Federal para apurar episódios envolvendo agentes. Dados divulgados apontam 45 crimes relacionados à eleição entre os dias 24 e 28 de outubro, resultando em 10 mortes confirmadas. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) também relatou mais de 30 casos de violência associados ao processo eleitoral em comunidades como os Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, conforme publicado pelo Metrópoles.
