Na quarta‑feira (28/10/2026), o governo federal informou que buscará a retirada de publicações e perfis nas redes sociais que incentivem assédio eleitoral contra trabalhadores. A medida será coordenada pela Advocacia‑Geral da União (AGU), por meio da procuradora nacional da União de Trabalho e Emprego, Lívia Andrade, em articulação com o Ministério da Justiça e demais órgãos competentes.

Lívia Andrade declarou que a AGU iniciará, inicialmente, ações extrajudiciais para solicitar às plataformas digitais a exclusão de conteúdos ou de perfis que praticam esse tipo de abuso. Ela também apontou a possibilidade de ajuizamento de ações civis públicas e a participação da AGU na força‑tarefa nacional criada pelo Ministério do Trabalho, que poderá compartilhar informações com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

O secretário‑executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges, explicou que o órgão tem monitorado casos de ameaças, constrangimentos e pressões sobre trabalhadores por suas escolhas políticas, sobretudo após a divulgação de listas de eleitores petistas em grupos de WhatsApp. Borges afirmou que o Ministério da Justiça adotará providências dentro de suas competências e poderá acionar o Ministério Público e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) quando necessário.

A iniciativa surge em resposta a uma campanha nas redes sociais, impulsionada por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro (PL), que tem incentivado a demissão de trabalhadores e o boicote a empresários identificados como eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25/10). Fonte: Poder360.