O governo federal informou que está acompanhando a investigação de 45 casos de violência política registrados entre sábado, 24 de outubro, e terça‑feira, 27 de outubro, período que compreendeu a véspera e o dia do segundo turno das eleições. Os casos, que incluem abuso de autoridade, lesões corporais e até homicídios, resultaram em dez mortes, entre elas três de indígenas.

A informação foi divulgada em coletiva de imprensa no Ministério da Justiça e Segurança Pública, nesta quarta‑feira (28/10), pelo ministro da Secretaria‑Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que cobrou punição dos responsáveis e destacou a gravidade dos episódios, afirmando que "isso não cabe na democracia".

Segundo o Ministério da Justiça, as investigações terão âmbito federal, com a Polícia Federal atuando nos inquéritos e o Ministério Público Federal coordenando a apuração. Os registros concentram‑se nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Ademar Borges, secretário‑executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, acrescentou que o governo também está monitorando casos de assédio eleitoral no ambiente de trabalho e violência digital, verificando o cumprimento das exigências do Marco Civil da Internet pelas plataformas de redes sociais.

Em relação a denúncias de abuso de autoridade e violência policial contra apoiadores do presidente Lula, o governo afirmou que aguardará os resultados das investigações internas nas corregedorias policiais, tendo já enviado ofícios aos órgãos competentes para acompanhar o trabalho de apuração.