O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou nesta quarta‑feira (28/10) que o governo federal está avaliando a criação de uma “lista suja” para impedir o acesso a crédito de empresas comprovadamente responsáveis por assédio eleitoral contra trabalhadores. A medida, que seria comunicada ao Banco Central, teria como objetivo impedir que essas empresas obtenham crédito público ou privado enquanto não regularizem a situação.

Marinho afirmou que as denúncias de demissão e discriminação por motivação política já existiam desde as eleições de 2022, mas que se intensificaram no pós‑eleitoral de 2026. Em conjunto com o Ministério Público do Trabalho, a Advocacia‑Geral da União, o Tribunal Superior do Trabalho, o Ministério Público Eleitoral e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ministério do Trabalho passará a investigar as acusações recebidas, com auditorias espalhadas pelos 27 estados.

Além da “lista suja”, o governo pretende aplicar sanções de restrição de crédito, exigir a reintegração ou indenização dos trabalhadores demitidos e adotar providências judiciais contra as empresas, inclusive por crime eleitoral. Também foi anunciada a intenção de pressionar plataformas digitais a remover conteúdos que incitem assédio eleitoral no ambiente de trabalho, sob pena de responsabilidade legal, conforme explicou o secretário‑executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges.

A pasta do Trabalho divulgará canais de denúncia e convocará mesas de conciliação para garantir a proteção dos direitos políticos dos trabalhadores, reforçando que a liberdade de escolha política é garantida pela Constituição.