Em vídeo divulgado nas redes sociais na manhã de 2 de novembro de 2026, o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), criticou o movimento de boicote a empresas que se intensificou após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Azevedo afirmou que políticos de direita e de esquerda que defendem o boicote deveriam abrir mão de seus próprios salários, benefícios e verbas de gabinete, argumentando que esses recursos são pagos pelos contribuintes – trabalhadores, empresários e eleitores de todas as orientações.

A declaração surge em meio a um aumento de 350 % nas denúncias de violência política registradas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) nos três dias que se seguiram ao resultado das eleições, que incluíram também pedidos de remoção de posts nas plataformas Meta que incitavam ao boicote. O MPT já determinou que a Meta retire do ar conteúdos que estimulam práticas de boicote eleitoral.

A posição de Azevedo diverge da adotada pelo deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), que recentemente defendeu o direito de eleitores de direita de boicotar empresas e artistas que supostamente apoiaram Lula. Azevedo, que assumirá o Executivo mineiro em 6 de janeiro de 2027, reforçou que quem utiliza fundos eleitorais e partidários deve arcar com as consequências de seus posicionamentos, inclusive renunciando ao salário caso promova boicotes.

A matéria foi publicada pela CNN Brasil em 2 de novembro de 2026, às 14h26, e traz o vídeo do governador eleito como fonte principal da declaração.