O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Ferreira de Almeida Mendes publicou, em 03 de novembro de 2026, críticas ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmando que a condução do órgão deve ser neutra e que “silêncios e hesitações não são neutros”. Mendes destacou que o colegiado do TSE garantiu que a disputa eleitoral de 2026 transcorresse dentro das regras, mas alertou que a institucionalidade não pode precisar ser resgatada a cada pleito.

Em postagem nas redes sociais, o ministro ressaltou que a postura esperada de quem conduz o órgão que organiza o pleito é a de árbitro equidistante, conforme pressupõe a Constituição. Segundo ele, a falta de posicionamento pode abrir espaço para decisões contraditórias e levar outras instâncias a suprir lacunas que deveriam ser resolvidas desde a origem.

Mendes também mencionou episódios da eleição de 2026, como a intervenção do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogaou a votação em duas horas após a falta de decisão de Kassio Nunes Marques. A prorrogação registrou 34,7 mil votos adicionais, número inferior ao registrado em 2022, e não alterou o resultado final.

A crítica surge em meio a intensas acusações entre as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que apontam tanto a condução do TSE quanto suposta interferência do STF nas decisões eleitorais. Fonte: Estadão Política.