Na manhã desta terça‑feira (3), o ministro Gilmar Ferreira Mendes, do Supremo Tribunal Federal, declarou que a presidência do Tribunal Superior Eleitoral deve manter uma postura de “árbitro equidistante”. Em publicação no X, Mendes ressaltou que “silêncios e hesitações não são neutros” e que tais atitudes podem abrir espaço para decisões contraditórias entre as instâncias da Justiça.
A fala surge após o segundo turno das eleições de 2026, realizado em 25 de outubro, que foi marcado por divergências entre o STF e o TSE sobre a prorrogação do horário de votação. Na ocasião, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva solicitou a ampliação do horário, e o ministro Cristiano Zanin autorizou a extensão até as 19h, medida que não pôde ser aplicada em todas as seções. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, orientou as seções ainda abertas a permanecerem em funcionamento até o novo horário.
Mendes elogiou a colegialidade do TSE, afirmando que o órgão conduziu a disputa dentro das regras democráticas e que a integridade institucional não deveria precisar ser “resgatada a cada eleição”. O ministro também destacou que a postura de neutralidade é essencial para evitar que outras instâncias precisem intervir em questões que poderiam ser resolvidas pelo próprio tribunal eleitoral.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, já havia declarado que a Justiça Eleitoral conduziu o pleito com segurança e dentro da normalidade, reforçando a confiança nas instituições eleitorais após o processo de votação.
