O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou no domingo (01/11) que o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva precisará adotar uma agenda econômica "voltada ao centro" para atrair o partido para a base governista. A declaração foi dada ao programa "Canal Livre", da Band, uma semana após a definição do segundo turno das eleições de 2026.

Kassab defendeu que o petista, que iniciará seu quarto mandato em janeiro de 2027, deve equilibrar as promessas sociais de campanha com medidas de rigor fiscal. Segundo o dirigente, o novo governo precisará demonstrar "coragem para cortar gastos, subsídios e privilégios". Ele chegou a mencionar nomes como Henrique Meirelles e Antonio Palocci como perfis adequados para a composição da equipe econômica.

Em entrevista anterior ao jornal O Globo, no sábado (31/10), Kassab já havia confirmado que emissários de Lula procuraram a legenda para iniciar diálogos sobre a governabilidade. O ex-prefeito de São Paulo indicou que uma "relação mais profunda" com o PSD depende diretamente de sinais de equilíbrio nas contas públicas por parte da gestão eleita, informou o Poder360.

Ao analisar o cenário da oposição após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial e sua saída do Brasil, Kassab avaliou que Jair Bolsonaro permanece como a principal referência da direita no país. O PSD, que manteve uma posição de independência e influência em diversos estados, sinaliza agora que a adesão formal ao governo federal passará por concessões programáticas na economia.