O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, prestou depoimento à Polícia Federal em 15 de outubro de 2026, sessão que foi tornada pública e encaminhada ao Supremo Tribunal Federal nesta quinta‑feira (29/10/2026). No vídeo de 2h28, Vorcaro negou responsabilidade pela crise do Banco de Brasília (BRB) decorrente das transações investigadas na Operação Compliance Zero e afirmou que os ativos entregues ao banco ainda precisam ser avaliados para determinar eventual prejuízo.

Durante a oitiva, a PF questionou Vorcaro sobre operações de crédito entre o Master e o BRB, mensagens extraídas de aparelhos celulares e documentos apresentados na fiscalização, além da suposta oferta de imóveis ao ex‑presidente do banco público, Paulo Henrique Costa. O empresário alegou que as conversas foram tiradas de contexto e descreveu seu celular como “maldição”, contestando a interpretação das mensagens.

A investigação aponta a venda de carteiras de crédito que, segundo perícias, não existiriam, e os investigadores questionam a forma como os contratos foram criados, como o Banco Master avaliou esses ativos e o repasse ao BRB. Vorcaro pediu ao juiz a revogação de sua prisão preventiva, solicitando um “voto de confiança” e ressaltando que não se opõe à apuração de eventuais irregularidades cometidas por outras pessoas.

O depoimento foi divulgado pelo Poder360 e segue sob análise do STF, que decidirá sobre a manutenção da prisão preventiva e demais medidas processuais.