Flávio Nantes Bolsonaro (PL) deixou o país e se deslocou para os Estados Unidos, decisão que, segundo análise da equipe editorial da VEJA, cria espaço para que Tarcísio de Freitas (PL) assuma a liderança da oposição de direita no Brasil. A partida do senador, anunciada na sexta‑feira (30/10), gerou desconforto entre os correligionários do candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2026, que ainda mantêm forte presença no Congresso.

O editor Ricardo Ferraz destacou que a saída de Flávio Bolsonaro e a reação negativa à carta enviada pelo senador ampliam a margem para que Tarcísio de Freitas, já apontado como potencial nome forte da direita, ocupe a dianteira do campo político. O jornalista citou a entrevista do governador de São Paulo ao jornal O Estado de S. Paulo, na qual Tarcísio afirmou ter aconselhado Flávio a permanecer no Brasil, mas não impediu a decisão final.

Entre os membros do PL, Valdemar Costa Neto teria expressado descontentamento com a carta de Flávio, dizendo “não gostei”, e afirmou não ter sido avisado da viagem. Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial, também relatou desconhecimento prévio da partida. Ambos ainda não esclareceram se o ex‑presidente Jair Bolsonaro foi informado.

O episódio evidencia tensões internas na direita, apesar da força legislativa conquistada nas eleições para Câmara e Senado. Conforme o ponto de vista apresentado no programa “Ponto de Vista”, Tarcísio de Freitas surge como o candidato mais provável para reorganizar a oposição ao governo Lula, reforçando sua posição tanto em São Paulo quanto no cenário nacional.