Na manhã desta quarta‑feira (28/10/2026), o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos e divulgou um comunicado em que se apresenta como “líder do Brasil”. Em versão anterior do texto, o senador havia se declarado “verdadeiro presidente eleito”, mas alterou a autodenominação cerca de uma hora depois. As três versões da carta – duas com o brasão do país escrito como “Brazil” e uma com a grafia “Brasil” – foram disponibilizadas em arquivos PDF pelo jornalista Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro.
A viagem ocorreu um dia após Flávio Bolsonaro ser intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes comum e diplomático, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que também proibiu o senador de deixar o território nacional. O senador afirmou que não fugiu, mas que saiu do Brasil como estratégia política para evitar o que descreve como perseguição judicial, dizendo: “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”.
No comunicado, Flávio Bolsonaro acusou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de promover um golpe de Estado, descrevendo a perseguição ao seu pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro, como parte de um “regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista”. O texto também menciona a prorrogação do horário de votação no segundo turno da eleição presidencial, realizada no domingo (25/10/2026), decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que estendeu o horário das 17h às 19h.
A íntegra das versões da carta, incluindo a que contém o brasão com a grafia “Brazil”, está disponível nos PDFs citados pela reportagem do Poder360.
