Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil na última quinta‑feira (29/10) e se deslocou para os Estados Unidos, pouco depois de ser derrotado no segundo turno da eleição presidencial. O senador mantém afinidade ideológica com o ex‑presidente dos EUA, Donald Trump, embora o contato pessoal entre eles seja limitado – eles se encontraram presencialmente apenas uma vez, em maio de 2026, na Casa Branca. Na ocasião, Flávio pediu a classificação dos grupos criminosos PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

Em entrevista, Trump afirmou que não pretende se envolver nas eleições brasileiras e que, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não tomou partido. O presidente norte‑americano também comentou que concedeu autorização de entrada a Flávio nos EUA, mas que não apoiará publicamente sua candidatura.

Flávio Bolsonaro enviou carta ao governo americano solicitando a suspensão das tarifas de 25 % sobre produtos brasileiros, medida que havia sido aplicada pelos EUA. Em julho, o senador defendeu o sistema de pagamentos Pix contra possíveis sanções dos EUA, comprometendo‑se a não internacionalizar o mecanismo. Ele também celebrou as sanções impostas pelos EUA ao ministro Alexandre de Moraes em julho de 2025, quando o nome do magistrado foi retirado da Lei Magnitsky.

A reportagem do G1 traz ainda que, durante a campanha, apoiadores de Flávio levaram à Avenida Paulista um míssil inflável com a mensagem “Trump nuke Brazil”. Apesar das demonstrações de apoio, Trump evitou declarar apoio direto ao senador nas eleições brasileiras.