O senador Flávio Nantes Bolsonaro (PL) enviou, de Miami, uma carta em que se autodenomina “presidente eleito” e afirma que o Brasil vive sob ditadura, apesar de ter sido derrotado na disputa presidencial com cerca de 60 milhões de votos. A mensagem, divulgada em várias versões, inicialmente trazia a frase “presidente eleito de fato” e, em versão posterior, foi alterada para “líder do Brasil”.

A carta, que chegou ao Brasil na tarde de 28 de outubro de 2026, não foi acompanhada de nenhum documento oficial que comprove a alegação de vitória e tem sido interpretada por analistas como um rompimento definitivo com a estratégia de moderação que o senador tentou adotar durante a campanha.

Segundo a coluna de opinião do Estadão, a atitude pode ser vista como um surto de quem não aceitou a derrota ou como a retirada da “fantasia de moderado” que tentou vender ao eleitorado. O texto também menciona que Flávio Bolsonaro está fora do país, com passaporte cancelado, e que a Polícia Federal não o considera foragido.

A repercussão da carta ainda está em fase de avaliação, mas já gera dúvidas sobre quem assumirá a liderança da bancada bolsonarista no Congresso, já que o senador optou por abdicar do posto de chefe da oposição ao presidente Lula.