No domingo, 25 de outubro de 2026, as pesquisas eleitorais mostraram que a corrida presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Nantes Bolsonaro (PL) chegou ao ponto mais apertado desde a redemocratização. Todos os institutos que divulgaram levantamento na véspera apontam um empate técnico, com Flávio à frente em alguns cenários (por exemplo, 52 % a 48 % na sondagem do Gerp) e Lula em outros (por exemplo, 50,1 % a 49,9 % na pesquisa da Futura).
Desde 1989, a disputa mais estreita havia sido entre Fernando Collor e Lula, com três pontos percentuais de diferença. As eleições de 2014 (Dilma Rousseff × Aécio Neves) e 2022 (Lula × Jair Bolsonaro) também foram competitivas, mas com margens maiores que a atual. O Datafolha destaca que 95 % do eleitorado já está decidido, reduzindo a possibilidade de virada no segundo turno.
A campanha de Lula tem buscado mobilizar eleitores para combater a alta abstenção, que foi recorde no primeiro turno (21 % ou 33 milhões de eleitores). A ausência tende a prejudicar o petista, pois recai sobretudo sobre eleitores idosos e de baixa renda, segmentos nos quais Lula lidera nas pesquisas. Estudos do Datafolha apontam que, entre os eleitores propensos a comparecer às urnas neste domingo, a vantagem numérica permanece a favor de Flávio Bolsonaro.
A situação mantém o país em clima de tensão nas ruas e nas redes sociais, refletindo a polarização que tem marcado a campanha presidencial deste segundo turno.
