O senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil nesta terça-feira (27) após ser intimado pela Polícia Federal a entregar o passaporte. Segundo apuração do Estadão, citada pela Jovem Pan, o ex-candidato a presidente refugiou-se nos Estados Unidos. Ele é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF): um relacionado ao filme *Dark Horse* e a pedidos de recursos para o banqueiro Daniel Vorcaro, e outro que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz.
A reportagem da Jovem Pan contextualiza a saída de Flávio Bolsonaro ao relembar outros nomes ligados ao bolsonarismo que também deixaram o país. Entre eles, destaca-se o próprio Willer Tomaz, investigado por descontos ilegais em aposentadorias e conexões com o esquema de lavagem de dinheiro que atinge o filho de Jair Bolsonaro.
O texto também menciona Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Eduardo foi sentenciado a quatro anos de prisão pelo crime de coação no curso do processo, em razão de tentativas de interferir no julgamento de seu pai por tentativa de golpe de Estado, utilizando sanções internacionais como alavanca.
A matéria, publicada no mesmo dia dos fatos, serve como um compilativo para situar o leitor sobre o padrão de ações de figuras políticas e jurídicas próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro que buscam evitar a execução de medidas judiciais no território nacional.
