O fim da escala de trabalho 6x1 pode gerar um impacto financeiro entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões para os municípios brasileiros, segundo projeção divulgada pelo prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Sebastião Melo (MDB). Em entrevista ao portal Poder360, o prefeito afirmou que os governos locais não têm recursos disponíveis para absorver o aumento das despesas decorrente da redução da jornada de trabalho, que deve pressionar contratos terceirizados em áreas como saúde, transporte, limpeza urbana e segurança.
Segundo a FNP, cerca de R$ 20 bilhões do impacto estimado estão ligados a serviços terceirizados, já que empresas contratadas por meio de licitações baseadas na escala 6x1 poderão solicitar o reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos. O levantamento inicial apontava um custo de R$ 35 bilhões, valor que foi recalculado para R$ 30 bilhões com a previsão de transição para 42 horas semanais, voltando ao patamar anterior quando a jornada atingir 40 horas.
Melo pontuou que a mudança poderá resultar na precarização de serviços essenciais ou na exigência de contratações adicionais para manter os mesmos níveis de atendimento à população, além de citar reflexos diretos nas tarifas de transporte público e na gestão municipal, informou o Poder360.
