Na quarta‑feira (04/11/2026), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano, em decisão unânime. Em nota assinada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, a entidade classificou o aperto monetário como “desmedido” e apontou os impactos negativos sobre produção, consumo e investimentos.

Segundo a Fiesp, os juros elevados encarecem o crédito bancário para empresas e empreendedores – estimado em torno de 30% ao ano – o que inviabiliza novos investimentos e agrava o endividamento de famílias e companhias. A federação também destacou que o pagamento de juros da dívida pública representa mais de R$ 1 trilhão por ano ao governo.

A Fiesp pediu mudanças nas políticas monetária e fiscal para reduzir a Selic a níveis “toleráveis” e restaurar a competitividade da economia brasileira. A nota completa, divulgada pelo órgão, reforça a necessidade de readequar o cenário de juros para evitar punições ao setor produtivo e ao consumo.

Fonte: Poder360 (https://www.poder360.com.br/poder-economia/fiesp-critica-manutencao-da-selic-em-1375-ao-ano/).