A Federação União Progressista, composta pelos partidos União Brasil e PP, decidiu liberar seus filiados para integrar o próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada pelo analista de política Pedro Venceslau durante o programa CNN 360º na sexta‑feira, 30 de outubro de 2026.
Segundo Venceslau, a iniciativa segue o movimento iniciado pelo PSD, que, ao adotar postura neutra no segundo turno, passou a ter prioridade nas negociações por cargos na esplanada dos ministérios. O PSD, liderado por Gilberto Kassab, já ocupa três ministérios e pretende manter, no mínimo, os de Minas e Energia e o da Agricultura, além de negociar o Ministério da Pesca.
A mudança de postura da Federação União Progressista indica que os partidos, que anteriormente declararam oposição ao governo antes do primeiro turno, agora sinalizam disponibilidade para participar da base governista, ainda que de forma independente. Venceslau ressaltou que a decisão não implica demandas específicas, mas serve como um recado de que os partidos estão dispostos a colaborar.
O analista também observou que o presidente Lula enfrentará desafios para acomodar as diversas legendas do Centrão, podendo precisar criar novos ministérios ou reestruturar a distribuição de pastas. O Republicanos foi citado no contexto das negociações, sem detalhes adicionais sobre demandas específicas.
Fonte: CNN Brasil (30/10/2026).
