O Exército Brasileiro finalizou, em 23 de outubro de 2026, um curso de especialização de 24 semanas voltado à defesa contra ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares (QBRN). O programa, oferecido pela Escola de Instrução Especializada (Esie), iniciou em 11 de maio e contou com a participação de oficiais e sargentos do Exército, além de militares estrangeiros do Senegal, da Argentina e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul.
Durante o treinamento, os participantes realizaram exercícios de combate, simulações de contaminação e atividades práticas com equipamentos de proteção individual, como máscaras contra gases e roupas especiais. Uma das avaliações mediu o impacto da restrição respiratória e do calor sobre a resistência física dos militares, conforme relatado pelo 3º sargento Ferreira Silva, que participou do curso.
A formação incluiu visitas a instituições científicas e operacionais para estudar meteorologia, defesa biológica, segurança nuclear e proteção de infraestruturas críticas. O último módulo consistiu em um exercício final dividido em duas etapas, simulando situações de guerra e operações fora de cenários de conflito armado.
Além de aprimorar a capacidade de resposta a incidentes QBRN, o curso integra a preparação das Forças Armadas para a proteção de infraestruturas críticas durante a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. O Exército destacou que a iniciativa visa garantir a segurança da população em caso de uso de agentes químicos, biológicos, radiológicos ou nucleares, bem como de acidentes com produtos perigosos.
