Na terça‑feira, 3 de novembro de 2026, eleitores americanos irão às urnas para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. Todo o quadro da Câmara dos Representantes – 435 cadeiras – está em disputa, assim como 35 dos 100 assentos do Senado, cujos senadores cumprem mandatos de seis anos.
O resultado das votações poderá mudar o equilíbrio partidário no Congresso e influenciar a capacidade do presidente Donald Trump (Partido Republicano) de avançar sua agenda legislativa até o fim de seu mandato, previsto para janeiro de 2029. A baixa aprovação do presidente, que atingiu 32 % em pesquisa Ipsos divulgada em 26 de outubro, pode favorecer perdas de cadeiras para os republicanos.
Entre os destaques, o Texas surge como possível alvo de virada democrática. O candidato democrata James Talarico, de 37 anos, aparece com 50 % das intenções de voto contra 43 % do republicano Ken Paxton, segundo pesquisa do New York Times/Siena. Uma vitória democrática no estado, que não elege senador republicano desde 1988, seria um sinal de enfraquecimento da bancada do partido no Senado.
A votação de 3 de novembro servirá também como termômetro da popularidade do presidente e poderá indicar a direção das próximas políticas nos Estados‑Unidos, especialmente em áreas como economia, imigração e valores democráticos, citadas como principais fontes de insatisfação na pesquisa citada.
