A eleição para a presidência do Senado, marcada para 1º de fevereiro de 2027, será decisiva para o futuro das propostas de enfraquecimento do Supremo Tribunal Federal (STF) defendidas pela oposição. Se o atual presidente Davi Alcolumbre (União‑AP) for reeleito, a tendência é de uma gestão mais conciliadora, mantendo canais de diálogo e ampliando as chances de aprovação de pautas governamentais em um Congresso de perfil conservador. Por outro lado, a vitória do senador Rogério Marinho (PL‑RN) representaria uma postura mais combativa e alinhada à oposição, com maior propensão a impulsionar iniciativas como o impeachment de ministros da Corte.

Alcolumbre conta com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem histórico de manter pedidos de impeachment de ministros do STF arquivados – ao menos 109 processos permanecem na gaveta da presidência sem andamento, segundo a CNN. Marinho, ao se posicionar contra o STF, afirmou em entrevista que a nova composição do Senado “não será omissa” diante da Corte e que busca “reconstruir o país” garantindo o respeito à separação dos Poderes.

Com a bancada do PL (Partido Liberal) de Flávio Bolsonaro prevista para ser a maior do Senado a partir de 2027, e com partidos do centrão também obtendo resultados expressivos, a disputa entre Alcolumbre e Marinho pode definir se o Legislativo adotará uma estratégia mais negociada ou mais incisiva em relação ao STF nos próximos dois anos.