O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), apresentou, nesta quarta‑feira (04/11/2026), uma representação ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE‑RJ solicitando a cassação da chapa de Douglas Ruas (PL) e da vice‑governadora Fernanda Louback). A ação alega suspeitas de compra de votos e de divulgação de informações falsas que teriam sido usadas para confundir o eleitorado durante a eleição de 2026.

Entre os pontos questionados, a representação indica a produção de 100 mil panfletos intitulados “Douglas Ruas – Evangélico”, supostamente pagos com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), e que continham acusações falsas contra Paes sobre aborto, drogas e banheiros unissex. Também são citados materiais como “Rio Escolhe”, que associariam Paes ao PT, e um panfleto que mostrava a foto do ex‑prefeito ao lado do número 22, número de campanha de Ruas.

A denúncia ainda traz episódios que poderiam configurar compra de votos, como a apreensão de R$ 600 mil em dinheiro e planilhas em Niterói, além de R$ 2 mil encontrados em um veículo em Teresópolis no dia da votação, acompanhados de um crachá de fiscal partidário. Relatos de pagamentos de R$ 50 a R$ 200 por voto também foram mencionados, com pedido para que as plataformas digitais forneçam dados de mais de 60 perfis que divulgaram tais relatos.

Os advogados de Paes pedem que, além da cassação, Ruas e Louback sejam declarados inelegíveis por oito anos. Até o momento, o TRE‑RJ não se pronunciou sobre a representação, e as suspeitas ainda não foram comprovadas. O Poder360 tentou contato com Douglas Ruas para obter manifestação, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.