Em editorial publicado nesta segunda-feira (26/10), a Jovem Pan argumenta que o Brasil necessita de um projeto de país que ultrapasse as disputas partidárias, focando em estabilidade jurídica e equilíbrio entre os Poderes após o encerramento do ciclo eleitoral de 2026.

O texto afirma que o protagonismo da eleição, que deveria ter ficado com o eleitor e com Luiz Inácio Lula da Silva – reeleito para o quarto mandato – foi capturado pelo Judiciário. Segundo o editorial, o Supremo Tribunal Federal monopolizou os holofotes desde os primeiros instantes do pleito, inclusive devido a envolvimento em escândalos que colocaram ministros em lados opostos.

A publicação critica o fato de a disputa política ter se transformado em uma pauta de debate jurídico, especialmente nos momentos finais da votação, quando um ministro do STF atraiu novamente todas as atenções para o Poder Judiciário. O editorial destaca que a eleição deveria ter sido analisada sob a ótica da disputa política e das narrativas criadas pelos candidatos.

O texto também menciona o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro, afirmando que ele aglutinou a direita brasileira em torno de sua herança política, atraindo metade do eleitorado, mas que também não foi o protagonista do pleito no sentido desejado pela nota.