O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (26/10) que o governo federal pretende ampliar o superavit primário em 2027. A declaração ocorre em meio a uma forte reação negativa do mercado financeiro à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registrada no dia 25/10, o que provocou a valorização do dólar, a alta dos juros futuros e a queda da Bolsa de Valores.
Segundo o Poder360, Durigan sinalizou que o Executivo buscará um resultado fiscal mais elevado no próximo ano para reforçar o compromisso com a estabilidade macroeconômica. A meta oficial estabelecida para 2027 é de um superavit primário de 0,5% do PIB, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual. A proposta orçamentária atual prevê um resultado positivo de aproximadamente R$ 18,6 bilhões, o que corresponde a cerca de 0,13% do PIB, abaixo do centro da meta.
O ministro também autorizou o Tesouro Nacional a atuar no mercado de títulos públicos para restabelecer a liquidez diante da instabilidade. Nesta segunda-feira, o Tesouro realizou recompras de títulos, medida que Durigan descreveu como um instrumento para administrar a dívida e recuperar a normalidade das negociações, sem estabelecer artificialmente o preço dos papéis. Ele confirmou que conversou com Lula e com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para coordenar essas ações.
Além das medidas de curto prazo no mercado financeiro, Durigan anunciou a intenção de modificar as regras fiscais ainda em 2026. O objetivo é permitir que o governo busque formalmente o centro da meta fiscal, em vez de trabalhar apenas para permanecer dentro da margem de tolerância. O ministro indicou ainda que parte dos programas de crédito subsidiado e estímulos adotados neste ano poderá ser reduzida ou não renovada em 2027, embora o governo não tenha apresentado uma estimativa consolidada dos efeitos fiscais dessas alterações.
Fonte: Poder360.
