O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta segunda-feira (26/10) que mantém diálogos diretos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para coordenar ações no mercado de títulos públicos. A afirmação foi feita em entrevista ao jornal O Globo, repercutida pela Metrópoles.
Segundo Durigan, o objetivo do governo é restabelecer a liquidez e a racionalidade nas negociações, sem adotar controle de preços. "Eu não estou falando de controle de preço, estou falando de alguma racionalidade... o Tesouro vai intervir agora para dar racionalidade, para dar liquidez", explicou o ministro, acrescentando que os preços devem seguir em um patamar mais alto, mas com normalidade no funcionamento do mercado.
O movimento ocorre após a confirmação do resultado do segundo turno das eleições, que trouxe incertezas aos investidores sobre os rumos da política fiscal do próximo governo Lula. Diante da percepção de riscos, parte do mercado passou a exigir taxas de juros mais elevadas para adquirir títulos da dívida pública, o que provocou queda nos preços dos papéis já negociados.
Nesta segunda-feira (26/10), o Tesouro Nacional recomprou mais de R$ 7 bilhões em títulos, na tentativa de conter a volatilidade. Durigan descartou qualquer "chantagem" por parte do mercado financeiro ou "retaliação" por parte da equipe econômica, reforçando a necessidade de atuação coordenada para estabilizar as finanças do país.
