No sábado (31/10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) pode permanecer nos Estados Unidos pelo tempo que desejar, mas que não tem planos de encontrá‑lo. Em entrevista a jornalistas em Mar‑a‑Lago, Trump repetiu que o senador foi "muito maltratado" e que, por isso, pode ficar no país.

Flávio Bolsonaro chegou a Miami na manhã de quarta‑feira (28/10), depois de deixar o Brasil contrariando ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O senador saiu do país pela fronteira com a Argentina, utilizou passaporte italiano e foi acompanhado por sua família. A Polícia Federal informou que não encontrou registro da saída nos postos de controle migratório e investiga as circunstâncias da viagem.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que o governo dos EUA não facilitou a saída do senador, mas confirmou que Trump autorizou a entrada de Flávio e de sua família. Segundo Rubio, o senador já possuía visto e recebeu uma autorização migratória temporária (parole), que permite ingresso no país sem constituir asilo ou residência permanente.

Trump também aproveitou a ocasião para criticar novamente o processo eleitoral brasileiro, dizendo que, em sua opinião, "a eleição foi uma vergonha", sem apresentar provas de irregularidades. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia confirmado a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, e o PL reconheceu o resultado das urnas.