O senador Rogério Marinho (PL‑RN) oficializou sua candidatura à presidência do Senado, mas enfrenta resistência dentro da própria direita bolsonarista, o que pode impedir a consolidação de um candidato de consenso. Conforme análise do colunista Robson Bonin, a disputa se dá em meio a divergências pessoais e políticas que dificultam a união dos votos da bancada direita.

Bonin destaca que, embora Marinho conte com o apoio formal de sua bancada, vários senadores da direita não o consideram o nome mais adequado, apontando questões de postura e relacionamento interno. Essa resistência abre espaço para a senadora Tereza Cristina (PP‑MS), que mantém apoios que não seriam automaticamente transferidos para Marinho, e também para Davi Alcolumbre (União‑Brasil‑AP), que pode se beneficiar da fragmentação ao articular sua permanência no cargo.

A eleição para a presidência do Senado será realizada por voto secreto, o que aumenta a importância das negociações de bastidores. Bonin alerta que o sucesso da direita dependerá da capacidade de articular um consenso interno, sob pena de a oposição transformar sua força parlamentar em vitória na escolha do presidente da Casa.

Fonte: Veja. https://veja.abril.com.br/politica/a-divisao-silenciosa-no-bolsonarismo-que-pesa-na-eleição-para-a-presidencia-do-senado/