A ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que o senador Flávio Bolsonaro (PL) entregue passaportes, divulgada na manhã de 30 de outubro de 2026, reacendeu o debate interno da bancada direita no Senado. Em publicação no X, o deputado Rogério Marinho (PL‑RN) alertou que “qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa” não pode prosperar, indicando a necessidade de articulação entre os senadores do PL e de outros partidos de centro‑direita para disputar a presidência da Casa em 2027.

A medida de Moraes, ocorrida poucos minutos após o anúncio da derrota presidencial de Flávio Bolsonaro, foi interpretada pelos parlamentares como parte de uma suposta perseguição política da Corte, que eles alegam se intensifica desde 2019. Deputados como Maurício Marcon (PL‑RS) e Carlos Jordy (PL‑RJ) afirmam que a retenção dos passaportes evidencia a tentativa de usar Flávio como moeda de troca contra um eventual impeachment do ministro.

Com 28 senadores do PL previstos para a nova legislatura, a direita reconhece que, sozinha, a bancada não será suficiente para garantir o comando da Mesa. O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), candidato à reeleição, permanece como principal obstáculo para a oposição. O número de senadores que apoiam o afastamento de ministros do STF chega a 49, faltando apenas cinco votos para alcançar a maioria necessária para uma condenação.

Em meio a essas disputas, figuras como Rogério Marinho e a senadora Tereza Cristina (PP‑MS) buscam consolidar um bloco oposicionista que possa enfrentar tanto o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, quanto a influência de Alcolumbre na Casa. O cenário ainda está em formação, e a definição de um candidato à presidência do Senado deverá ocorrer nas próximas semanas, antes da primeira votação da nova legislatura.

Fonte: Gazeta do Povo (https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/silvio-ribas/apos-investida-de-moraes-contra-flavio-oposicao-busca-unidade-para-liderar-senado/).