A bancada de direita no Senado precisará impedir a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) para conseguir transformar sua força numérica em poder efetivo de fiscalização e avanço de reformas sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), informou a Gazeta do Povo nesta segunda-feira (02/11). Segundo a análise, o presidente da Casa detém o controle sobre a agenda legislativa, decidindo sobre o andamento de propostas e de pedidos de impeachment contra ministros da Corte.

A reportagem aponta que a permanência de Alcolumbre na presidência representaria a continuidade de um grupo político que blinda o tribunal de investigações e controles. Entre as articulações atribuídas ao senador estão a condução de pautas do governo, como o fim da escala 6x1 e o perdão de dívidas de MEIs, além de negociações que envolvem pautas caras à oposição, como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Especialistas ouvidos pelo veículo avaliam que o Senado surge como o principal instrumento institucional para buscar o reequilíbrio entre os Poderes. O cientista político Ricardo de João Braga destaca que o STF enfrenta problemas de desenho institucional e de legitimidade, exigindo condução rigorosa por parte do Senado em eventuais pressões por comissões parlamentares de inquérito contra magistrados.