Os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (03/11), deram ao Partido Democrata o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, impondo uma derrota política ao presidente Donald Trump. No Brasil, o cenário se soma à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorrida em 25 de outubro, consolidando uma mudança na correlação de forças na região, informou o blog do Valdo Cruz, no G1.
Interlocutores do Palácio do Planalto avaliam que a perda de maioria dos republicanos no Legislativo americano coloca um freio na ofensiva da ala mais ideológica do governo Trump, que buscava ampliar a influência da direita no continente. Com a vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) por 51,79% a 48,21% dos votos válidos, o governo brasileiro vê uma janela para isolar setores radicais e tentar reduzir a força do bolsonarismo no país.
A análise interna do governo brasileiro sugere que o novo contexto dificulta a tentativa de tornar a direita hegemônica na América do Sul, onde nomes como Javier Milei (Argentina) e José Antonio Kast (Chile) ocupam as presidências. Segundo assessores presidenciais, Lula pretende aproveitar o cenário internacional favorável para avançar em uma agenda de pacificação nacional que enfrentou dificuldades em seu terceiro mandato.
Fonte: G1 Política.
