A deputada Ana Elisa (PT-MG) e o deputado Gleidison Azevedo (Republicanos-MG), irmão do senador Cleitinho, apresentaram versões distintas sobre o reajuste dos preços dos combustíveis que entrará em vigor em 1º de fevereiro de 2027. Ana Elisa atribuiu a alta ao aumento do ICMS aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em 27 de outubro de 2026, enquanto Gleidison responsabilizou a política tributária do governo federal de Luiz Inácio Lula da Silva.

O Confaz, presidido pelo ministro da Fazenda Dario Durigan, aprovou a elevação das alíquotas do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, que passará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro e de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, respectivamente. Ana Elisa afirmou que a medida recai sobre os Estados e não sobre a União, criticando a falta de ação estadual e pedindo que os eleitores considerem essa postura nas próximas eleições.

Em contraponto, Gleidison rebateu que a deputada tenta exonerar o governo federal da responsabilidade, alegando que o preço do petróleo quase dobrou em março de 2026 devido à guerra dos Estados Unidos contra o Irã, o que elevou os custos da gasolina e do diesel. Ele também destacou que o governo Lula havia zerado os tributos federais sobre os combustíveis, mas que o ex‑presidente Jair Bolsonaro havia feito o mesmo anteriormente, e que a retomada da cobrança em 2023 foi eleitoreira.

A divergência ocorre em um contexto de medidas recentes do governo federal, que em 9 de outubro de 2026 anunciou a desoneração integral dos tributos federais sobre a gasolina e novas subvenções ao etanol e ao diesel importado, iniciativas divulgadas pouco antes do segundo turno das eleições de 25 de outubro de 2026. Ambas as partes mantêm suas posições, sem indícios de mudança nas políticas anunciadas.