A defesa do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, afirmou nesta quarta‑feira (28/10) que o indiciamento de seu cliente no caso de supostas fraudes envolvendo a compra da instituição pelo Banco de Brasília é “frágil e absurdo”. Em nota, os advogados alegam que a medida “antecipa conclusões que a própria investigação admite ainda não ter alcançado” e pedem a revogação da prisão preventiva de Vorcaro, considerada “urgente e imperativa”.
Segundo a Polícia Federal, o indiciamento – que também abrange mais 14 pessoas – decorre de indícios de um esquema de operações financeiras irregulares, produção de documentos falsos e suposta ocultação de titularidade e movimentação de recursos. O relatório policial indica ainda a participação de integrantes das estruturas executivas, financeiras, jurídicas e operacionais dos bancos envolvidos.
A defesa contestou o conteúdo do documento policial, ressaltando que a autoridade policial solicitou ao Supremo Tribunal Federal a prorrogação de 60 dias para concluir as apurações, reconhecendo que exames periciais ainda estão em elaboração e que parte do material apreendido não foi analisada. Os advogados argumentam que o indiciamento se baseia em “leitura seletiva de mensagens e em hipóteses formuladas em tese”, sem demonstração técnica suficiente.
O indiciamento, que ainda não se converteu em denúncia, constitui apenas a qualificação de suspeita de crime, não implicando condenação. O caso segue em fase de investigação, aguardando decisões das autoridades competentes.
