Na terça‑feira, 3 de novembro de 2026, a Comissão Especial da Câmara Municipal de São Paulo votou pelo arquivamento do pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB), com placar de 5 a 2. O processo, aberto em 29 de outubro, investigava suposta falta de ônibus no dia 25 de outubro, data do segundo turno das eleições, alegação feita por três vereadores do PSOL e da bancada feminista.
Em seu parecer, o relator Major Palumbo (PP) concluiu que o pedido não reúne elementos suficientes para ser convertido em acusações formais, destacando que a diminuição da abstenção no segundo turno indicaria ausência de problemas de transporte e que a competência para apurar eventuais ilegalidades seria da Justiça Eleitoral, não da Câmara. O voto de arquivamento foi acompanhado pelos vereadores Rubinho Nunes (União Brasil), presidente da comissão, Kenji Ito (Podemos), Sandra Tadeu (PL) e Sandra Santana (MDB). Os opositores foram Luana Alves (PSOL) e Hélio Rodrigues (PT).
O prefeito Ricardo Nunes, que negou qualquer falha na oferta de ônibus e acusou os petistas de irresponsabilidade, reiterou que a frota operante era maior que a demanda e que não há registro de falta de veículos. Ele também ressaltou seu apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais.
A decisão de arquivar o pedido de impeachment encerra, por ora, a discussão na Câmara sobre a suposta improbidade administrativa e descumprimento de decisão judicial referentes ao transporte público no dia da votação. O caso segue sob investigação da Justiça Eleitoral, que tem competência para analisar eventuais irregularidades.
