Flávio Bolsonaro (PL) conta com apoio de 10 governadores eleitos e de aliados que disputarão o segundo turno em cinco estados, o que lhe dá vantagem na busca por palanques políticos na reta final da campanha presidencial. Entre os 20 governadores eleitos no primeiro turno, cinco são filiados ao PL – Jorginho Mello (Santa Catarina), Luciano Zucco (Rio Grande do Sul), Sergio Moro (Paraná), Arthur Henrique (Roraima) e Marcos Rogério (Rondônia) – e outros cinco declararam apoio ao candidato do PL no primeiro turno, entre eles Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo e Eduardo Riedel (Progressistas) no Mato Grosso do Sul.
Nos sete estados onde ainda haverá segundo turno para a Presidência – Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins – apenas três já têm palanques garantidos para Flávio Bolsonaro. No Amazonas, o apoio vem de Professora Maria do Carmo (PL); no Distrito Federal, de Celina Leão (Progressistas); e no Rio de Janeiro, de Eduardo Paes (PSD). O petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem apoio de Omar Aziz (PSD) no Amazonas, de Leandro Grass (PT) no Distrito Federal e de Douglas Ruas (PL) no Rio de Janeiro, embora a realização do segundo turno no Rio ainda dependa de decisão judicial sobre os votos de Anthony Garotinho.
Em estados decisivos como São Paulo e Minas Gerais, Flávio Bolsonaro espera que governadores reeleitos – Tarcísio de Freitas e Cleitinho, ambos Republicanos – intensifiquem o apoio ao seu pleito, participando de atos de campanha e reforçando a presença nas redes sociais. O texto destaca ainda que, no Acre, ambos os candidatos recebem apoio de governadores locais (Mailza Assis e Alan Rick), enquanto em outros estados os alinhamentos variam entre apoio, neutralidade ou ainda não definidos.
A análise, assinada por Renan Porto, aponta que a rede de governadores eleitos e aliados pode ser decisiva para a disputa presidencial, especialmente nos estados onde ainda há segundo turno, ampliando a capacidade de mobilização de palanques para Flávio Bolsonaro.
